segunda-feira, 3 de março de 2014

Solidão



Quero falar de uma coisa,

Que fere como um estopim.
Quero contar os meus sonhos,
Mas caçoaram de mim.
Que sorrir um sorriso,
Mas apagaram minha face.
Eu fui um palhaço sem nome,
Um ser humano sem classe.
Queria contar meus amigos,
Mas ninguém sabe ao certo onde estão.
Quero um carinho de filho,
Um abraço de um irmão.
Mas só me resta no momento
Parte de uma mera ilusão.
Já não choro a muito tempo,
Não tenho mais pra que chorar.
Mas meu coração, sim, sente,
A dor que não quer parar.
Minha fiel amiga fica,
A cautelosa solidão.
Fere meu coração lentamente,
Pra eu não morrer de ilusão.

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