quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mudei...



Eu mudei!
Estou diferente
E o que sou agora,
Outrora me fazia pensar que errei.

Com meus pensamentos distantes,
Longe o bastante
Para eu nem perceber
Onde foi que falhei.
Não sou o tipo que tem os pés no chão.
Sou mesmo relapsa
E ando descalça,
Pisando nos cacos do meu coração.

Conheci gente nova e diferente
De toda a gente que antes convivi.
Preferi me esconder na aparência
Porque os meus erros não reconheci.
Não sou falsa ou desonesta.
Sou mulher desesperada!
Perdida numa parte do tempo
Que é sobra de restos que sóbria vivi.

Não sou tão pequena e ingênua.
Talvez adulta e serena.
Amarga e com pena.
Vivendo um sonho que acaso esqueci.
É sim, eu mudei. Corri apressada
Em busca de algo que eu mesma deixei.
Agora, eu sou o que sou.
Sorrindo sem graça e chorando a desgraça
E a falta de amor.

Mudei minha vida, mudei meu caminho,
E num erro fatal, esqueci uma pedra no meio da estrada.
Ninguém atirou essa pedra em mim!
Eu mesma confusa, pisei desastrada
Na ânsia e na pressa, com a alma ferida
Cansada de tudo eu sou fracassada
Por vezes confusa, repensando o que vi.
Ao invés de fugir da minha vida,
Tão louca e oprimida da morte fugi.


Neide Azevedo Lameu.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Brincando de ser feliz



Enquanto girava a roda
Não parava de cantar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar.

Eu brincava de ter sonhos
E sonhava de brincar.
No meu mundo colorido
Tudo tinha que brilhar.

Brilha, brilha estrelinha,
O sol brilha sem parar.
Brilha bolas coloridas,
E seus olhinhos vão brilhar.

Enquanto girava a roda
As estrelinhas brilhavam.
As borboletas queridas
Também borboleteavam.

A criançada, traquinas.
Atiravam o pau no gato,
E a brincadeira se estende
Virando sorrisos de fato.

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar.
Brilha, brilha estrelinha,
Nunca pare de brilhar.

Esconde- esconde e pique.
Brincar de adivinhar.
Correr atrás de uma pipa
Pular muro, balançar...

No meu mundo encantado
                       Tudo pode acontecer                      
  Fazer muitas amizades
Abraçar esse mundo e crescer.


Neide Azevedo Lameu.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Solidão



Quero falar de uma coisa,

Que fere como um estopim.
Quero contar os meus sonhos,
Mas caçoaram de mim.
Que sorrir um sorriso,
Mas apagaram minha face.
Eu fui um palhaço sem nome,
Um ser humano sem classe.
Queria contar meus amigos,
Mas ninguém sabe ao certo onde estão.
Quero um carinho de filho,
Um abraço de um irmão.
Mas só me resta no momento
Parte de uma mera ilusão.
Já não choro a muito tempo,
Não tenho mais pra que chorar.
Mas meu coração, sim, sente,
A dor que não quer parar.
Minha fiel amiga fica,
A cautelosa solidão.
Fere meu coração lentamente,
Pra eu não morrer de ilusão.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Borboleta


Num casulo eu vivi
Do casulo eu nasci,
Agora bato minhas asas
Ao redor de seu jardim.

Sou a sua borboleta
Sou azul da cor do céu.
Quero arrancar dos seus lábios,
Um beijo sabor de mel.

Para colorir nossas vidas,
Invento tais fantasias.
Transformo-me em borboleta
Pra te amar em demasia.

Neide Azevedo Lameu



domingo, 19 de janeiro de 2014

Juventude




Das mais variadas cores, parece até arco íris.
É moça, moço ou criança,
É o começo e o final da esperança.
Juventude não acaba.
E nem muda de lugar.
Vive no coração e na alma,
Que é onde ela deve ficar.
É desta importante fase,
Que desejo ressaltar.
Seja o tempo que te passe,
Os anos que te convêm.
Nunca apague de sua alma
A juventude que tem.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Artes plásticas





Representar o que é real ou imaginário.
Constrói uma nova história numa tela.
Mistura fase, faces e o lendário.
Transformar coisas bizarras em coisas belas.

Dá-se então o seu recado em tantas formas,
Desenhando, extrapolando, colando e se entregando,
Num mundo que é só seu e se transforma
Em um gesto de uma alma que erra se perdoando.

Com amor e encantamento mostra o amor e a esperança.
Na ilusão e hipocrisias trabalha com a vida, o que basta.
Cola ou pinta em um quadro, a alegria a tristeza, a ironia a avareza.
Mas ao fim é um ser humano criador de artes plásticas.

Coração



Com o coração acelerado,

Iludido, desencantado,
Minha mente sombria oscila,
Meu eu que te mata e admira.

Sou quase doida de pedra,
Pois esse amor louco me alegra,
Arranca de mim a dor do desamor.
E transborda de amor... 

E do meu modo assim louco e sem jeito
Transforma em verdade essa louca ilusão.
E enche de amor, o meu peito.
Iludindo de vez o meu pobre coração...